Nanã: origem, rituais e características da orixá

Muitos orixás ganham destaque dentro da Umbanda e do Candomblé de acordo com seus feitos, quais são os elementos que controlam, como funciona, e tantas outras questões.

Uma das orixás femininas conhecidas é Nanã, lembrada por ser a ligação entre a origem do homem na terra. Veja abaixo mais sobre sua origem, história e tudo que precisa saber.

Continue lendo e fique sempre muito bem informado.

Nanã: história do orixá

Nanã: história do orixá

Conhecida por ter o domínio das águas paradas, os pântanos e também a terra úmida, Nanã, quando analisada do ponto de vista divino, tem relação com o barro, com a mistura de água e terra, colocando essa divindade entre as divisas da morte e da vida.

Isso acontece porque a água é o elemento que liga à vida, enquanto a terra, para com a morte. É dessa forma que é possível entender seu trajeto entre esses dois mundos.

História de Nanã

A história de Nanã começa quando Olorum dá a responsabilidade para Oxalá de desenvolver qual seria a forma do homem.

Entre várias possibilidades, foi tentado fazer o uso do vento, da madeira, da pedra, do fogo, do azeite e até mesmo do vinho.

Mas, mesmo diante de vários esforços, nenhum desses materiais era bom e maleável o suficiente para que essa tarefa fosse executada.

Foi então quando Nanã tirou certa quantidade de barro do fundo do lago em que morava. Ao usarem esse material, Oxalá conseguiu dar a forma ao ser humano.

Depois disso, Olorum pegou esse modelo e por meio de um simples sopro, lhe deu força vital para que as demais tarefas pudessem ser executadas.

Depois do ocorrido, os demais orixás acabaram ajudando o homem a povoar as demais terras existentes do mundo. Dessa maneira, por terem sido feitos por um material que pertence a Nanã, quando os humanos morrem, retornam para ela.

Isso acontece porque ela sempre cobrará aquilo que um ofereceu para que esse indivíduo pudesse existir.

Nascimento de Omolu e Oxumarê

A história conta que Nanã era rainha de um povo, além de ter grande poder sobre os mortos, sendo assim, para conseguir esse poder, Oxalá se casou com ela, porém, não tinha demais intenções nessa união.

Nanã realizou um feitiço então para que tivesse um filho, sendo assim, nasceu Omolu, que devido a esta magia, foi concebido inteiramente deformado.

Com horror, Nanã jogou-o no mar para que assim, morresse. Mas, Iemanjá o achou, cuidou de suas feridas e criou este como se fosse seu filho

Mas, como castigo por tamanha crueldade, quando engravidou de novo, Orumilá disse que seu filho seria lindo, porém, não ficaria por perto, tudo isso pelo objetivo de conhecer o mundo.

Dessa forma, Oxumarê nasceu, e assim, durante seis meses do ano, vivia no céu como arco-íris, e nos outros seis, era uma cobra que costumava se arrastar no chão.

Rituais feitos para Nanã

Nanã: história do orixá

Diretamente ligado ao princípio da vida assim como o fim da existência, Nanã é geralmente reverenciada por meio de cânticos dos quais rogam pelo aumento da vida, assim como o atraso da morte.

Em alguns dos ritos, ela é evocada pelas mulheres das quais tem problemas para engravidar, sendo que quando são atendidos esses pedidos, as crianças geralmente são batizadas com o nome da orixá, sendo esse reconhecido como um gesto de gratidão que reforça o poder da vida exaltado por Nanã.

Os cultos que são destinados para Nanã costumam ser executados com muito cuidado, visto que aqueles que estão envolvidos não devem ter realizado nenhuma prática que é considerada como impura, como é o caso de sexo ou do uso de drogas.

Nesse culto, é comum ver o ibiri – tipo de vassoura produzida por meio das folhas de palmeiras -, que é um objeto usado para que a presença de Nanã seja confirmada.

De modo geral, é possível ver que Nanã ocupa um espaço simbólico e igual ao da Grande Mãe, também presente em tantas outras religiões e crenças.

Agora que você já sabe mais sobre Nanã, não deixe de verificar mais sobre os outros orixás aqui em nosso site, quais são as histórias de cada um, como é a personalidade dos filhos que são regidos por eles e muito mais.

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